24 de dezembro de 2008

(Como sempre,) ou não

Talvez em 2009 eu apareça.

Ou amanhã.

Nunca se sabe.

(às vezes, mas só às vezes, é bom não ter certeza de nada)

16 de dezembro de 2008

Retornando (e talvez retomando)

O mundo ano quase acabando e eu nunca mais tinha aparecido por esses lados. Resolvi reaparecer.

Não, sem culpar calendários acadêmicos e nem nada do gênero, simplesmente quis dar uma pausa no blog para assimilar o que ia ser postado ou não. Hoje resolvi dar um olá, não só um olá, mas um aviso (aviso? pra quem?) de que, nos próximos dias, postarei algumas coisas que foram escritas, perdidas e encontradas HD's afora. Coisas que não necessariamente fazem sentido. Coisas que, como sempre, não precisam ter explicação. Só coisas escritas, palavras transformadas em frases e parágrafos, nada mais.

É, Fabi. Bem-vinda de volta. Ou não.

(aaaah, o eterno "ou não")


Ouvindo várias músicas antes de postar. Agora, silêncio antes de desligar o computador e ir pra cama não ter sono dormir.

13 de novembro de 2008

Poemas no ônibus II

Aos poucos

Aos poucos,
pelos vãos dos dedos,
pelos nãos dos medos,
pelas mãos dos ledos,
pelos sãos dos credos;

perdemos um pouco
do tudo que temos.

E nos escondemos no sorriso mudo dos profetas,
na esquálida esperança das garrafas vazias.

Porque perdemos tudo:
as praças, as taças e os brinquedos;

assim,
pelos vãos dos dedos.

Marcelo Lopes
(Poemas no Ônibus - 16ª edição)

6 de novembro de 2008

O casal

Ela: Meu Deus! Como assim? Até agora não entendi direito...


Ele: Só quero que tu saiba de uma coisa: eu tô do teu lado. Sem aquelas frescuras de "não conta pra ninguém".

Ela: A gente precisa almoçar junto. Sei lá, fico preocupada, se eu pudesse até passava 24 horas no telefone contigo, mas não dá...

Saem para almoçar. Ela sai para comprar suco de uva no supermercado, uma garrafa, um litro. Ele fica na mesa, pensativo. Ou dormindo.

Ele: A balança final é tua. Bota isso na tua cabeça.

Ela: Pára de paranoidear, tá?

Ele: A solução é passar um dia por semana comigo. (...) Sim, porque eu sou muito mais gostosa do que vocês.

Ele faz cara de mau com batata frita na boca.
Ela aperta o nariz dele, como se fosse um botão, para fazê-lo rir.

Ela: Cara, eu vou seqüestrar o Akita! Mas não vou devolver nunca mais! Vou roubar o Akita, roubar, roubar, ROUBAR!!!

(...)

Ela: Melhor, a gente rouba um ônibus e manda o Akita dirigir. Daí, se a gente não consegue atropelar ninguém, pelo menos se diverte!

Eles fazem planos. Eles pensam em sair.

Ele: Assim, tu quer ir, vai. Mas vai pensando em curtir, não vai esperando um final feliz...

Ela: Eu ia ficar tão feliz se tu fosse junto... E o final feliz é o show, ora!

E eles vão. E o show do R.E.M. é daqui a poucas horas. 

19 de outubro de 2008

Saldo negativo


O cara tá devendo na lotérica.

É, a coisa tá feia.

12 de outubro de 2008

Fernando Prates Gomes

> Fernando Prates Gomes, gerente de valores aposentado da Caixa Econômica Federal, morreu no dia 14 de setembro, aos 66 anos. Ele estava hospitalizado na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre por causa de insuficiência cardíaca e renal.

Nascido em Porto Alegre, residiu durante a infância em Viamão. Depois de aposentado, transferiu-se da Capital para um sítio em Eldorado do Sul. Dedicava seu tempo à leitura, ao artesanato e a pequenas reformas no lar. Ultimamente, estava se preparando para a formatura de suas duas filhas no Ensino Superior.
Ele deixa a mulher, Isabel, os filhos Fabiana, Luciano, Fernanda e Marcos, a irmã, Flora, e o neto, Leonardo. A missa de 30 dias ocorre neste domingo, às 18h, na Igreja Santa Teresinha (Avenida José Bonifácio, 645, Porto Alegre).