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8 de abril de 2009

For a minute there...

... I lost myself.



(Sem idéias para título? Diga sim ao clichê, Fabi)

Enfim, no início do vídeo, a gente lá. E aconteceu de verdade.

Mais detalhes aqui. Fotinhas que tirei da grade. =]


[Surpresas em breve. Ou não, como sempre.]

17 de março de 2009

There is nothing to explain

(ou Radiohead - a Saga)

Tudo começou assim:

Ainda era agosto e ainda era só boato que R.E.M. viria tocar em Porto Alegre. Daí, a Sil (da comunidade Radiohead Brasil) postou um link em um tópico off na comunidade R.E.M Brasil, que dava para a seguinte foto:


Sim, um ingresso autografado dizendo que Radiohead viria, dentro em breve, para as terrinhas brasileiras. O povo surtou, boatos mil se multiplicaram por aí afora, R.E.M. realmente tocou no Zequinha Stadium e as apostas sobre um show do Radiohead em São Paulo e outro no Rio de Janeiro cresceram. Aí, em um belo dia do final de novembro, meu telefone toca. Do outro lado da linha, uma voz desesperada que eu mal conseguia ouvir (malditos sejam os motores de ônibus nessas horas):

- Fabi! Radiohead vem pro Brasil em março! Em março! Eles vêm!


Ali estava a prova. Comprei meu ingresso para "São Paolo" no dia 9 de dezembro, a previsão de chegada era para 20 de janeiro e eu só sosseguei no dia 5 de fevereiro, quando finalmente consegui retirar o bendito ingresso no Correio.


Confesso que tive medo dos tais "convidados especiais".

Agora faltam cinco dias, apenas cinco dias, para o show (provavelmente) mais absurdo que eu já imaginei. Para completar, Kraftwerk e Los Hermanos em cima do palco, logo no começo da noite. Serão 19 horas dentro de um ônibus, uma viagem que promete ser MUITO apreensiva.

E eu tenho muito medo desse show. Medão mesmo.

Ouvindo a setlist do show de hoje no México. Só pra dar mais tensão ainda.

13 de janeiro de 2009

Cabeça caótica

Tinha tudo pra dar errado. Pensei em ir, depois pensei se deveria ir, depois achei 1000 motivos para ficar, mas achei 1001 motivos para ir, talvez até fossem os mesmos, só a indecisão que complicava tudo. Até que uma amiga perguntou: "Fabi, o que vai te acontecer nessa viagem, que todo mundo tá se despedindo de ti?". Respondi aquele "Pois é, não sei" básico, mas fiquei com aquilo na cabeça até que pronto! Taí: vou acabar morrendo na estrada, o ônibus vai entrar no trânsito infernal de Vila Nova e vai bater e deu, já era.

Não. Não bateu. Quatro horas e meia de viagem e eu cheguei em São Gabriel. Intacta. Inteira. Aí eu começei a pensar no que faríamos nos próximos dias, e pensar e pensar e pensar, até que meu primo-irmão-gêmeo nos levou pra sair e me fez parar de pensar. E, sem ter de pensar muito, saímos dia sim e dia também e de voltas e voltas no Bobódromo e de copos e copos de cerveja levantados eu nem vi o tempo passar e chegou o tal do dia 24. E tinha tudo pra dar errado.

Não deu. E da péssima pseudo-festa de família - imagem criada não só por mim, mas pela maioria dramática e catastrófica dos Oliveira - nasceu a festa mais bacana, mais trash, mais engraçada dos últimos tempos naquele prédio antigo da Mascaranhas de Moraes, regada a músicas e danças e bebidas e fotos e flashs, mas seguida de uma saída noturna com show de uma das piores bandas que vi tocar em 2008. Enfim, é a vida.

Os dias se passaram, a paranóia tomou conta, as conversas se prolongaram (as risadas e as conversas sobre a vida alheia também), o sono da madrugada realmente foi embora, deixando a manhã livre para dormir tudo que se tinha direito; os copos foram virados, os filmes foram alugados, a paranóia foi esquecida. E chegou o dia 30 e o dia 31. E tinha tudo pra dar certo.

E a festa foi sem graça. Ou, no mínimo, sem a empolgação da festa de natal. Aí saímos, sem esperança nenhuma de que fosse bom. E foi, apesar da banda que tocava. Mas eu ri, eu dancei (meldels), eu tive ótimas companhias, enfim, eu encerrei muito bem o ano que já estava mesmo na hora acabar. E acabou. E eu fiquei em Sanga City por mais tempo do que era previsto, pois eu tinha um medo absurdo de voltar e tinha receio e coloquei na cabeça que tudo ia desabar quando eu voltasse. Mas meu pai já dizia que tudo é questão de calendário e que é bobagem se preocupar. E eu voltei.

Disse que não ia mais fazer planos e, quase sem querer, estou fazendo. Perdi minha dinda logo que voltei e, fora isso, as coisas continuam da mesma maneira que eu deixei, inclusive a bagunça no meu quarto, que isso sim poderia mudar. Toda a loucura e a paranóia foi em vão, mas enfim. Tudo é uma questão de antecipar fatos, mesmo que eles nem cheguem a acontecer.

E nisso eu sou mega master expert.

6 de novembro de 2008

O casal

Ela: Meu Deus! Como assim? Até agora não entendi direito...


Ele: Só quero que tu saiba de uma coisa: eu tô do teu lado. Sem aquelas frescuras de "não conta pra ninguém".

Ela: A gente precisa almoçar junto. Sei lá, fico preocupada, se eu pudesse até passava 24 horas no telefone contigo, mas não dá...

Saem para almoçar. Ela sai para comprar suco de uva no supermercado, uma garrafa, um litro. Ele fica na mesa, pensativo. Ou dormindo.

Ele: A balança final é tua. Bota isso na tua cabeça.

Ela: Pára de paranoidear, tá?

Ele: A solução é passar um dia por semana comigo. (...) Sim, porque eu sou muito mais gostosa do que vocês.

Ele faz cara de mau com batata frita na boca.
Ela aperta o nariz dele, como se fosse um botão, para fazê-lo rir.

Ela: Cara, eu vou seqüestrar o Akita! Mas não vou devolver nunca mais! Vou roubar o Akita, roubar, roubar, ROUBAR!!!

(...)

Ela: Melhor, a gente rouba um ônibus e manda o Akita dirigir. Daí, se a gente não consegue atropelar ninguém, pelo menos se diverte!

Eles fazem planos. Eles pensam em sair.

Ele: Assim, tu quer ir, vai. Mas vai pensando em curtir, não vai esperando um final feliz...

Ela: Eu ia ficar tão feliz se tu fosse junto... E o final feliz é o show, ora!

E eles vão. E o show do R.E.M. é daqui a poucas horas. 

23 de outubro de 2007

Joguinho 'bloguístico'...

... que veio diretamente do Blog do Rick:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abra-o na página 161;
3. Procurar a 5ª frase, completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.

"Aquele furacão dava um certo prazer." (Minhas Tudo, de Mário Prata)

[Não, não é nada disso que você está pensando. Por incrível que pareça, não é.]

As primeiras 5 (cinco) pessoas que se candidatarem pra continuar a saga do joguinho, ganham um prêmio!

(ou não)

29 de julho de 2007

A volta e a perfeita perfeição

Debate antigo
(Do baú)

(...) Genética x cultura, hereditariedade x influência do meio... É um debate antigo que nunca se resolve. Por que certas pessoas "dão" para certas coisas, e outras não? Mais especificamente, por que eu sou em zero em matemática enquanto tantos à minha volta não só sabem fazer contas como gostam? Meu cérebro já nasceu decidido a rechaçar qualquer tentativa de introduzirem nele a raiz quadrada ou isso foi uma decisão minha que ele acatou? O fato é que há pessoas que querem ser dentista desde pequenas, e outras que não apenas não concebem como alguém possa ter uma vocação assim como precisam se controlar para não morder o seu dedo. Seja por influência do meio ou por compulsão genética, o fato é que a partir de uma certa idade nós todos sabemos se queremos abrir barrigas ou não. Estabelecida qual das duas raças é a nossa, podemos escolher entre as opções de cada uma. O que não impede mal-entendidos. Lembro como eu gostava daqueles problemas matemáticos com historinha, tipo "Se um trem sai de uma estação a tal hora viajando a tantos quilômetros por hora e outro sai de outra estação a tantos quilômetros de distância na mesma hora e na mesma velocidade mas o maquinista precisa passar em casa e perde cinco minutos..." ou "Se uma mãe tem três pedaços de laranja para repartir entre cinco filhos...". Cheguei a pensar que meu cérebro gostava de contas e minha vocação era para as ciências exatas, até me dar conta de que eu não gostava da matemática. Gostava das historinhas. (...)

Luis Fernando Verissimo
Zero Hora - 29/07/2007


Enfim, final das férias, a volta para o mundo hoteleiro, cheio de Teorias e Práticas Operacionais e Planejamentos dos Meios de Hospedagem e Serviços de Alimentação... É, né, fazer o quê? Realidade chatinha essa, maaaas enfim...


Vamos ao título redundante (de uma guria muito redundante): o show, o show! Quarta-feira foi totalmente atípico. A começar pelas fritas no Bells vazio, onde tocava música dance. MÚSICA DANCE NUM BELLS VAZIO!!!! Mas tava bom, só estranho... Daí veio o Teatro Renascença, cheio de senhoras e senhores estilinho high society, com seus casacos de pele, pouca gente mais jovem. E um casal de jaqueta, mochila nas costas, jeans e All Star: o Rick e eu. Um baita de um frio e pessoas distrubuindo taças de champagne para quem esperava na fila. CHAMPAGNE NA FILA!!!! Olha, estranho, mas tudo perfeito...

E daí veio o show do Nico Nicolaiewsky. Perfeito. Muito perfeito. Duas cadeiras na primeira fila da lateral direita, só duas, ali, sozinhas, esperando o casal que completava 141 dias na ocasião. Tá, ele não tocou Feito um Picolé no Sol, mas bah, tava tri, muito tri...

O Fito de segunda ficou pro Marlon (o último sortudo a conseguir ingresso) e pra Belle. E a semana que vem pela frente vai ser cheia, very cheia, com aula de carrinho, hotel e trabalho. E eu preciso sair, chega de finais de semana socada nesse quarto!!! Diga não à gripe!!

Quarto semestre. Ano que vem eu me formo em Hotelaria. Enquanto o ano que vem ainda continua sendo o ano que vem, é hora de se preparar psicológicamente pra ter aula com o Nardi, inglês de noite e francês no sábado... (Je m'appelle Fabiana Gomes, j'ai dix-huit ans et j'étudie Hotellerie. - um dia eu saio disso)

Ouvindo La Luna Llena - Ira!. Nhééé passei a semana baixando cds na Setur =P

16 de julho de 2007

Dia Mundial do Rock - Stones Bar

Tiago diz:
tipo, " concorrendo pelo Guaiba Country e representando Eldorado, ela a garotinha dos cabelos lisos e pequeninha, mais parecendo uma linda garotinha da oitava série do primeiro grau... FABIANA!!!"
Tiago diz:
uuuhuuuuuu!!
Tiago diz:
e um viva pra garota Eldorado!!
__________________

Fabiana sou eu. E esse aí é o Tiaguito.

Sexta-feira 13, mês de julho. Aniversário do meu pai, Dia Mundial do Rock (yeaah, meu pai é foda! E colocou no mundo uma garota - eu, tá? - no mesmo dia do aniversário do Raulzito. Mazááá!!) e show de aniversário do Tiago (que nasceu no dia do padeiro, hehehe), tocando clááássicos do rock gaúcho.

Foi durante um mês o meu grande dilema: como eu vou fazer pra conciliar dia do aniversário do pai / trabalho / níver do Tiago? Mas tá, no fim eu troquei com o Bichinho e ganhei uma semana de férias. Daí ao invés de ficar com o pai, dormi o dia inteiro, mas isso é detalhe. O que importa é que eu consegui ir no show.

Cheguei na rodoviária e tocava Amigo Punk no rádio (agora finalmente com um fone no celular). Rick, casa da Nádia, fotos, gravações, risadas, Chai chegando às onze e cinco, a gente saindo às onze e quarenta e dois (nhaai...), Stones Bar às onze e cinquenta e cinco. Marlon e Belle no sofá, Tiago dando olá pra quem chegava, Mari Magali e Siane sendo constantemente abraçadas pelo Mafu (acho que é isso. Bem, é o cara feliz que abraça as pessoas), Keny usando de óculos de grau (e eu não a reconheci na hora), Mau Mau, Chai iluminada pela luz negra, Fabi e sua calça psicodélica (por que minha calça fica com desenhos estranhos na luz negra??), Rick com seu casaco que um dia foi de esquimó (palmas para o zíper que permite tirar os pelinhos do tal do capuz do casaco de esquimó), Tuta pulando, pulando e pulando.

Noite bacana, muito bacana. Ligante Anfetamínico (ahm... é, eu não gostei), Os Horácios (banda do Tiago, link ali do lado) e Liverpulgas (Beatles!!! Aaaaaaaaaaaaaaaaah!!! Tá, parei). O lugar é tri bacana, as músicas, as pessoas... Enfim, perfeito. Com direito a ver o Marlon e a Belle dançando "I Saw Her Standing There" - a música da vez a rolar no quadrinho aí do lado. E ver o Tiago dedicando "Sexo, Algemas e Cinta-Liga" pra Mari Magali e cantando "bom, bom, bom faz aquela loira Siane na sacada do edifício". E eu cantando - ainda que minha voz não se escute - Beatles e Cascavelletes com o Rick (baaah, Sob um Céu de Blues de novo... nhaaaai... ok, só eu entendo). E matar um pouquinho da saudade que eu tava da Keny e das pessoas que tavam lá.

Perfeito, muito perfeito.

Saimos de lá no fim do fim. Seis da matina. Tchau pra srta. Belle, pro Marlon e depois pra Chai. Dormi, meio que acordei, dormi de novo e acordei mesmo. Troquei o celular da mãe, alimentei-me e vim pra casa. Foi aí que encontrei a Rita, que me convidou pra ir no Carnaval de Inverno, no sábado mesmo. Aaaah não, nada de festas em Ratos, ao menos não agora. Acabei indo dormir de novo só às 4 da matina, o que deu na mesma em relação ao sono... Dormi o dia inteiro, ainda sinto sono, e fiz o tal de last.fm. E, conversando no msn, é que surgiu o agradecimento do Tiaguito, seguido das frases lá de cima.

Numa próxima, estamos aí, seu Tiago!

Agora é tentar começar a auto-escola e esperar dia 19. Pra quê? Pra comprar os ingressos dos shows do Nico Nicolaiewsky e do Fito Paez no Festival de Inverno de Porto Alegre.

Espero que tudo dê certo...

Ouvindo Cão e Cadela - Os Cascavelletes. Meeeu deus...